Pesquisar no blog

Digite pelo menos 2 caracteres para buscar.

← Voltar ao blog
Power Query 8 min de leitura

Como conectar e analisar dados do SAP no Power BI

Aprenda como conectar dados do SAP no Power BI de forma segura, eficiente e sem riscos à performance do sistema

Quem já tentou puxar dados do SAP pro Power BI sabe que não é só “clicar e conectar”. É tipo tentar puxar a água de um rio usando um canudinho, ou entope, ou não vem nada útil.

O papo do vídeo gira em torno de uma dúvida extremamente comum: “Como eu puxo os dados do SAP pro Power BI, sem travar o SAP e sem explodir o meu BI?”

Nesse blog, vamos contar o caminho das pedras, passo a passo, do jeito que foi falado no podcast.
Um papo entre feras da área, com dicas práticas, visão de negócio, arquitetura, e até IA no meio da jogada.

A gente vai falar sobre:

  • Qual o papel do SAP e o que ele não faz
  • Os riscos de fazer conexão direta
  • As formas corretas de extrair dados (usando DW, views, e camada intermediária)
  • E como estruturar uma estratégia de dados que funciona de verdade

Tudo isso com o objetivo de tirar vocês do Excel manual e colocar numa estrutura BI automatizada, segura e sustentável.

SAP não é ferramenta de análise, é ferramenta de processo

O primeiro alerta já começa aqui:
SAP não foi feito para análise de dados. Foi feito para registro de processos.

O SAP é um sistema transacional. Ele é excelente para registrar dados operacionais, como compras, vendas, estoques, notas fiscais e movimentações financeiras. Só que ele não foi pensado para gerar análises intuitivas ou relatórios interativos.

Puxar dados diretamente do SAP é como tentar entender um contrato jurídico sem saber direito: você pode até decifrar uma coisa ou outra, mas vai penar. Os dados estão lá, mas em formatos técnicos, estruturados de forma complexa, e espalhados em várias tabelas.

Por isso, precisamos de ferramentas que consigam traduzir essas informações para algo útil. E o Power BI entra exatamente aí.

O erro mais comum: conectar Power BI direto no SAP

Muita gente tenta pular etapas e liga o Power BI diretamente no SAP, achando que vai sair um dashboard pronto. Isso é um dos erros mais comuns, e perigosos.

Quando o Power BI consome dados diretamente do SAP, especialmente do banco SAP HANA, as consultas feitas por ele podem sobrecarregar o sistema. Dependendo da forma como são construídas, essas consultas puxam volumes enormes de dados, sem os filtros adequados. Isso causa lentidão no ambiente e compromete a performance do SAP para todos os usuários.

Além disso, há o risco de extrair dados incompletos ou mal interpretados. Afinal, o SAP possui múltiplas tabelas e campos que exigem conhecimento profundo do processo de negócio. Sem isso, o resultado é um relatório bonito visualmente, mas que entrega informações erradas.

O caminho certo: extrair os dados com responsabilidade

A saída para esse problema é utilizar uma camada intermediária de dados. Essa camada funciona como um “trampolim” entre o SAP e o Power BI, onde os dados são extraídos, organizados e preparados para o consumo analítico.

Essa camada intermediária pode estar em um Data Warehouse (DW), onde os dados são armazenados e modelados com lógica de negócio. Outra alternativa moderna é usar fluxos de dados no próprio Power BI (os famosos dataflows), que permitem um pré-tratamento eficiente e acessível na nuvem.

Com essa abordagem, você consegue manter a integridade do ambiente SAP, melhora a performance das consultas e garante que o Power BI receba dados já tratados e confiáveis.

O papel da TI e a importância de colaboração

É aqui que entra a sinergia entre áreas. A equipe de BI não pode, e nem deve, andar sozinha. Para que a extração de dados do SAP aconteça de forma eficiente, é fundamental o envolvimento da equipe de TI.

TI é quem conhece os caminhos internos do SAP, entende a estrutura de tabelas, campos técnicos e sabe como mapear os dados corretos. Trabalhar em parceria com a TI permite que o BI extraia exatamente o que precisa, com performance, segurança e padronização.

Sem esse apoio técnico, o BI corre o risco de fazer suposições erradas sobre os dados e gerar relatórios que não representam a realidade da empresa.

O risco da autonomia exagerada no Power BI

Vivemos uma era em que se fala muito em empoderar os usuários de negócio. A ideia é boa: permitir que mais pessoas explorem dados, criem relatórios e tomem decisões baseadas em informação. O problema é quando isso acontece sem regra, sem alinhamento, e principalmente sem base padronizada.

Quando cada usuário conecta o Power BI no SAP do seu jeito, sem controle, criam-se relatórios com informações desencontradas. Isso leva a interpretações diferentes do mesmo indicador, com números que não batem entre áreas. A falta de governança gera ruído, quebra a confiança nos dados e pode até causar decisões equivocadas por parte da liderança.

Além disso, esse comportamento descontrolado representa um risco à performance dos sistemas e à segurança da informação. O resultado é caos em vez de clareza.

Por isso, sim, queremos BI acessível para todos. Mas sempre com base única, governada e validada.

O melhor cenário: arquitetura com base única e múltiplas visões

O modelo ideal é aquele em que a equipe de dados constrói uma base centralizada com as informações extraídas do SAP. Essa base é estruturada com lógica de negócio, nomenclaturas amigáveis e performance pensada para o consumo em larga escala.

A partir dessa base, cada área da empresa pode criar seus próprios relatórios e painéis, mas todos olhando para os mesmos dados. Isso garante consistência, elimina divergências e permite que a empresa tome decisões de forma unificada.

Essa abordagem é o que chamamos de “one source of truth”, uma única fonte da verdade para todos.

Filtro e contexto: os desafios de entender o SAP

Um dos maiores desafios ao trabalhar com dados do SAP está no entendimento do processo de negócio por trás da informação. Não adianta apenas saber que a tabela VBAK contém pedidos de venda, é preciso saber o que significa cada campo, como os registros são atualizados, e quais são os filtros corretos para refletir a realidade do negócio.

As informações estão diluídas em várias tabelas, e a mesma transação pode estar registrada de formas diferentes dependendo do cenário. Além disso, há múltiplas datas (de criação, de entrega, de faturamento, etc.), o que pode gerar confusão se não forem bem definidas.

Por isso, é essencial que a equipe de BI tenha conhecimento de processo ou receba apoio técnico para compreender como extrair o dado certo, da forma certa.

Casos práticos: como as empresas estão fazendo

Durante o podcast foi comentado o caso de empresas que operavam com vários relatórios soltos, cada um feito por um analista com lógica própria. Isso gerava caos, informações desencontradas e perda de tempo.

A solução adotada foi estabelecer uma base comum e padronizada, com nomenclaturas claras, filtros consistentes e dados validados. A partir dessa base, as equipes puderam construir suas análises de forma independente, mas sempre com dados confiáveis.

Esse modelo equilibra autonomia e governança, permitindo que o BI seja escalável sem abrir mão da precisão.

E onde entra o DirectQuery?

O DirectQuery é um recurso do Power BI que permite consultas em tempo real diretamente na fonte de dados. Ele é extremamente útil quando se trabalha com informações dinâmicas, como estoque ao vivo ou pedidos sendo atualizados a todo instante.

No entanto, para funcionar bem, essa estratégia exige que a fonte de dados seja robusta e que as consultas sejam otimizadas. Caso contrário, o desempenho pode despencar e o relatório se tornar lento ou até inviável.

Usar DirectQuery é uma decisão que precisa ser pensada estrategicamente, levando em conta a infraestrutura e o volume de dados.

IA como aliada: o futuro já chegou

A Inteligência Artificial já é uma realidade no mundo do BI, e seu uso vem crescendo em projetos que envolvem SAP. No podcast, foi citado como a IA pode auxiliar na descoberta de tabelas relevantes, na explicação de campos técnicos, e até na criação de queries SQL para acelerar o desenvolvimento.

A IA funciona como um braço extra para o analista, ela ajuda a explorar caminhos, economiza tempo em tarefas repetitivas e propõe soluções que muitas vezes passam despercebidas. No entanto, a IA ainda depende da qualidade das perguntas. Por isso, entender o processo continua sendo essencial.

Ver tudo isso em vídeo? Temos!

Se vocês querem ver essas ideias, num papo descontraído com quem vive essa realidade de BI com SAP no dia a dia, confiram o episódio completo lá no canal do YouTube da Dataevo.

Como conectar e analisar dados do SAP no Power BI - joviano silveira

É conteúdo técnico, com linguagem simples, e zero enrolação.

Ah, e você ainda pode ouvir no SPOTIFY clicando aqui.

Quer dominar esse tipo de automação de uma vez por todas?

A Formação DataEVO foi feita pra quem:

  • Tá cansado de fazer planilha no braço
  • Quer automatizar relatórios direto da fonte
  • Precisa entender SQL, DAX, Python e integração com SAP sem ser programador
  • Quer virar referência de BI dentro da empresa

São aulas práticas, exemplos reais e foco total em produtividade.

Banner da formação DataEvo com Joviano e selo de acervo completo.

Conclusão

SAP é robusto.
Power BI é visual.

Mas juntar os dois exige estratégia, cuidado e arquitetura bem pensada.

Se tu seguir o caminho certo, camada intermediária, base única, processos padronizados, tu consegue extrair tudo de melhor dos dois mundos, sem travar o sistema, sem perder tempo, e com segurança.

E o melhor: com dados confiáveis, visuais impactantes, e muita agilidade nas decisões.

Forte Abraço

Joviano Silveira

LEVE COM VOCÊ

Esse conteúdo te ajudou?

Deixe seu curtir ou envie para quem também pode aproveitar.

FÁBRICA DE APPS

Transforme uma rotina em um sistema.

Construa soluções com IA ao lado do Jovi e da equipe, com prática e acompanhamento.

Conhecer a mentoria ↗Ver todos os produtos ↗